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O Discurso Metafísico

17/08/2013 23:03

 

     A metafísica vem da antiguidade grega e tem como principal fundamentação o pensador Parmênides. Os pontos centrais do discurso pedagógico são: a REALIDADE EM-SI e a UNIVERSALIZAÇÃO DAS COISAS.

     A REALIDADE EM-SI é a realidade fora de contexto, recortada da totalidade a qual pertence; não existe nada solto, mas para a metafísica, existe. Fazer a análise em-si de uma coisa ou de um problema significa falar dessa coisa sem considerar a situação maior em que ela foi criada; considera apenas os aspectos imediatos, mais visíveis, mais simples. Veja um exemplo de análise de um problema em-si: uma mãe vai à escola conversar com a professora sobre o baixo rendimento de sua filha, que a descreve do seguinte modo: sua filha dorme muito em sala de aula; conversa muito; não faz atividades; não trás material didático; ela não deveria estar aqui, pois só está ocupando a vaga de quem quer estudar, conclui a mestra. Tudo isso que a professora citou não está errado, pois é o que ela percebe sobre a aluna, é só o que está ao seu alcance imediato; ela fez apenas uma análise em-si da aluna, a aluna enquanto aluna, e não a análise de uma pessoa que tem uma vida social, política, econômica, afetiva, etc. E tal análise muda de configuração quando a mãe relata à professora sobre o outro lado da vida de sua filha: eu e meu marido estamos em processo de separação; estamos desempregados; seremos despejados brevemente do imóvel onde moramos, pois não podemos mais pagá-lo; conseqüentemente, minha filha vive ansiosa, deprimida, não dorme direito em casa; não tem dinheiro para vir constantemente para a escola, nem para comprar livros; diante disso, é que ela passa a ter todo esse comportamento em sala de aula. Essa outra realidade não é acessível à percepção da professora, ficando ela, presa a uma visão metafísica sobre sua aluna, ou seja, retirou o problema da aluna de uma totalidade para explicá-lo fora, de forma em-si.

     Já a UNIVERSALIZAÇÃO DAS COISAS é envolver a realidade individual ou particular em um processo de generalização como forma de ignorância, de manipulação, de dominação ou de convencimento. Isso leva o discurso para o nível do abstrato, do complexo, do obscuro. É muito usado por políticos e religiosos... e por quem necessita dar uma boa mentira! Em tal processo é comum se utilizar os termos: “TODOS”, “TUDO”, “NENHUM”, “NINGUÉM” e “O” (equivalente a todo, como “O povo goiano é estudioso”).  Exemplos: 1. Todo político é ladrão; 2. Todo o Brasil votou em mim; 3. O brasileiro é ingênuo; 4. Nenhum homem presta; 5. Deus é tudo; 6. Todo mundo acredita em Deus, menos você! (como forma de convencimento).

     Como vamos identificar a presença da metafísica em um discurso? Através de um de seus princípios. Princípios Metafísicos: Princípio de Identidade; Princípio do Isolamento das Coisas; Princípio do Terceiro Excluído; Princípio da Não-contradição; Princípio das Divisões Eternas e Intransponíveis. 

                                                                                                                       Produção:  Rommel Gonçalves de Sá

O Utilitarismo Baré

27/10/2013 23:08

 

 

 

     Jeremy Bentham, pensador inglês do século XVIII, um dos precursores do UTILITARISMO, é considerado um pensador de grande relevância para o Direito. Escreveu a obra “Introdução aos Princípios da Moral e da Legislação” na qual expõe suas perspectivas com demasiado peso axiológico, pois os valores e a moral são submetidos a um cálculo matemático deliberativo, um método quantitativo, é o cálculo da valoração das condutas e das consequências das ações do homem em sociedade.  Bentham propõe uma substituição da teoria do direito natural pela teoria da utilidade, mostrando com isso a importância de se sair de um mundo fictício (presente no direito natural ou na lei que não atende mais às necessidades) e se ingressar no mundo dos fatos (realidade concreta), pois somente no mundo empírico é que podemos verificar a utilidade de uma ação ou de uma instituição. A teoria utilitarista de Bentham parte de pressupostos do hedonismo grego ou ética hedonista, na qual é bom o que proporciona prazer e evita o sofrimento. Daí vem o seu lema, que é a maior felicidade para o maior número de pessoas,  fazendo decorrer no princípio geral do utilitarismo: “Uma ação é moralmente correta quando produz o maior bem (felicidade – prazer) para o maior número de pessoas e/ou produz o menor mal (infelicidade – dor) para o menor número de pessoas”.

     Uma forte decorrência do utilitarismo é o método pragmático. O PRAGMATISMO é um método, que teve como um de seus criadores – William James. Esse método visa priorizar em suas ações o que é mais prático, menos burocrático, menos intelectualizado, o que se faz em menor tempo, o que há de menor custo. O conjunto de todas essas ações constitui o que é chamado de IMEDIATISMO, pois é considerado o mais útil. Tomar medidas pragmáticas implica em fazermos uso do imediatismo. Portanto, quando se recorre ao Utilitarismo, se está em busca de aplicar o que há de mais útil (imediatismo) conforme o princípio geral do Utilitarismo.

     A Ciência Política estuda Bentham porque sua teoria chama a atenção de quem está no poder político no sentido de preocupar-se em saber administrar a relação sofrimento/felicidade do povo, pois tanto a felicidade quanto a infelicidade tem uma função política e podem ser convertidas em energias e canalizadas contra quem está exercendo o poder.

     Os movimentos sociais que tomaram conta do país, recentemente, são expressões de infelicidade, de sofrimento de toda uma massa e que obrigaram a presidenta Dilma a tomar medidas utilitaristas e pragmáticas, como: o “mais médico”. Mas, ao mesmo tempo, está gerando infelicidade na classe médica brasileira no que diz respeito à revalidação do curso de medicina por parte dos médicos estrangeiros. Esse impasse levará a presidenta a aplicar o cálculo dos valores do utilitarismo, pois, na realidade, o que a legislação brasileira diz, já não é suficiente para atender a urgência de uma massa que sofre por conta de uma falência no sistema de saúde. O que mais vale: o sofrimento da massa médica brasileira (que é uma minoria) ou o sofrimento de uma maioria, que agoniza à míngua na porta dos hospitais públicos e é negligenciada e tratada, de forma arrogante e como “coisa” pelos médicos brasileiros?

     Segundo Bentham, “... Um ato de bondade é sempre uma demonstração de poder...”. Para uma população manauara pobre e que sofre por conta dos baixos salários, dos preços altos, do desemprego e da violência, uma copa do mundo de futebol poderá fazer “muito bem”. Apesar de gerar uma cegueira em relação à consciência política, grande parte dessa massa acredita que sua dor será atenuada com um mês de copa, que os problemas dos transportes coletivos (os frigoríficos humanos) estarão resolvidos, que o desemprego estará resolvido. Masoquismo de um fraco povo, que se satisfaz com as mentiras acerca das suas próprias dores e não enxerga nem a sombra das “aves de rapinas” que a sobrevoa...!

     Com o Utilitarismo é possível fazer verdadeiras apologias à imbecildade, que promovem a degradação das pessoas, são planejadas para anestesiar a dor e o sofrimento da massa, que passa a sentir-se tão feliz, que é capaz de votar nos candidatos políticos que as patrocinam por se acharem “curadas”. Coisa parecida ocorre em muitas Igrejas de Manaus – quando o sofrimento é atenuado por um simples processo psicológico, passa a ser visto pela massa que sofre como uma “benção”, tornando-se com isso, grata, a ponto de se resolver o “sofrimento” de uma minoria que pensa, porém maquiavélica, e que tira proveito dessa relação sofrimento/felicidade.

     Os shoppings de Manaus estão preparados dentro dessa perspectiva do utilitarismo, pois quando se fala de consumo, não se refere à busca de satisfações ou de estados de felicidade por meio do dinheiro, não. Os pobres que frequentam os shoppings e que sofrem pela falta de dinheiro conseguem consumir somente com o olhar o que está nas vitrines e alcançar uma sensação de pseudo-felicidade. Os shoppings “curam” pobres, também, ao contrário do que se pensa...!

     Portanto, é inevitável inferir que a infelicidade e a dor podem ser vistos como algo útil e necessário a manutenção do poder de muitos. São fortes variáveis para o poder político, pois toda uma massa infeliz pode representar possibilidades de insurgências e de anomias, mas o investir na felicidade da massa é garantia de manter a mesma no interior da “caverna” platônica, condição fundamental para a existência da política.

Produção: Rommel Gonçalves de Sá

O Empirismo Científico

 

17/03/2016 15:57     

 

    

     Dentro do Empirismo Científico podemos encontrar muitas referências, como Hume, Bacon e Locke. O Empirismo científico é uma das fontes geradoras de conhecimento que toma como ponto de partida a experiência sensível. A experiência sensível é a experiência na qual submetemos um objeto da realidade aos nossos sentidos. Nessa experiência, o objeto da realidade fornece ao sujeito uma série de impressões sensoriais para que o mesmo possa esboçá-lo dentro de si por meio da abstração (organização das impressões sensoriais do objeto), reproduzindo, mentalmente, esse objeto, constituindo assim um conhecimento acerca do mesmo.  Mas só a experiência sensível não basta, visto que os sentidos são fracos e podem nos enganar e nos levar ao senso comum. Temos que duvidar dos sentidos. E tal duvidar vem por meio da recorrência a algo que complemente os sentidos, para que se possa alcançar um grau de certeza e se evitar os erros do senso comum, que é o uso da instrumentação científica. Com a recorrência à instrumentação, quem tem a pretensão de fazer ciência se distanciará das possibilidades dos enganos e das ilusões, pois  somente assim conseguirá medir, pesar ou quantificar os fenômenos da realidade, submetendo os mesmos a um processo de organização por parte da razão. A razão é aquilo que organiza o que há de caótico no mundo ou na realidade. O que há de caótico no mundo são explicações advindas do senso comum, do mito e da religião, que por não assumirem um caráter de objetividade perante os fenômenos acabam por serem evasivos, explicando nada.

    O que mais caracteriza o Empirismo científico é o uso do Raciocínio Indutivo, que permite realizar experiências singulares ou individuais na forma de testes, a experimentação, retirando o que há de comum das mesmas para depois generalizar, assim: “teste 1 – o alumínio conduz calor; teste 2 – o ferro conduz calor; teste 3 – o cobre conduz calor”.  O que há de comum nas três experiências? Resposta: os 3 objetos testados são metais e os três conduzem o calor. Com isso se pode inferir que: “Logo, todo metal é condutor de calor”. Quando se anuncia essa generalização quer dizer que as experiências realizadas podem ser comprovadas e repetidas. Qualquer metal que se tomar e se jogar dentro dessa generalização conduzirá calor, será contemplado pela mesma, mesmo contando com a possibilidade de alguma margem de erro. Essa é a razão de qualquer um metal conduzir calor.

     Produção: Rommel Gonçalves de Sá